quinta-feira, 12 de maio de 2016

Aquele adeus



É comum ouvirmos a frase que diz para valorizarmos as pessoas enquanto ainda a temos, porém trata-se de um conselho que tão logo esquecemos. Ninguém quer viver pensando em coisas ruins que possam acontecer e para dizer a verdade, é bem melhor não sofrer por antecipação.

Todavia, compreendo agora, embora com certa dificuldade o que esse conselho quis dizer, aos poucos vou adentrando na vida e adquirindo ano após ano, algumas rugas, fios de cabelos brancos, cicatrizes e arranhões que vão aos poucos marcando memórias em meu corpo, visivelmente cansaço, mas também na alma.

Ah, a memória, que dom tremendo é esse de poder lembrar, fechar os olhos e sentir saudade de coisas tantas vividas, arrepender-se ou não, aprender... A vida é mesmo cheia dessas coisas, foram tantos amigos que se foram, aquele parente querido, a falta de dizer uma última mensagem, um último abraço e um último perdão.

Acredito que o mundo que nos cerca, as pessoas com quem convivemos são mesmo os responsáveis por essas memórias, por essa saudade do que se foi e bem por isso, quando envelhecemos começamos a perceber que chegou a hora para alguns, passamos a frequentar velórios com maior brevidade e lamentamos essa vida que se fora, as doenças surgem para aqueles que eram tão saudáveis, as ciladas da vida pregam suas peças, a dor se torna mais constante e falsa amiga.

Por isso, caro amigo leitor, quero externar o quão valiosa são essas palavras, esse conselho para valorizarmos as pessoas enquanto ainda a temos, desfazer as amarras que nos prendem ao rancor, ódio, arrogância e tantas outras negatividades, nada disso importa, o importante na vida é saber o valor do perdão e mais ainda ter para perto as pessoas que nos são importantes. Não deixemos para amanhã aquele abraço, aquela risada e o carinho que podemos trocar com o próximo, simplesmente nos desarmando.

Desarme-se.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Um pouco mais sobre a amizade

Como mensurar o valor de uma amizade?

Diz-se que quem tem amigos tem tudo, e é a mais pura verdade. O amigo é um companheiro que amamos e não nos envolvemos sexualmente, aí mora o segredo, não temos ciúmes se ele anda com outros amigos, não ficamos fulos se ele some vez por outra, as vezes ficamos anos sem os ver e eles continuam os mesmos de ontem...

O amigo de verdade não é simplesmente um companheiro de bar, ele não está com você só nas horas de boêmia, de pegação, de farra. Aliás, normalmente ele está ao seu lado quando mais precisas, nos momentos de fragilidade e dor é sempre bom um abraço amigo, é quente como o café da manhã, conforta a alma.

Feliz do homem que possui amigos, mesmo que no singular, os sons saídos das palavras de um amigo conforta, eleva, revigora. Mas, mesmo dizendo tudo isso, importante é ressaltar que nenhuma amizade é solitária, continua sendo uma relação entre duas pessoas e depende de mãos de duas vias, não adianta querer um amigo se não se está disposto a ser amigo também, chega a ser triste quando somente um é companheiro e o outro não. São os amigos por interesse, e o interesse não prospera em nenhuma relação.

Você já se perguntou se algum dia foi importante à alguém? Se fez a felicidade de outra pessoa, serviu de exemplo, modelo? 

Alguém já lhe fez feliz?

Assistam ao filme "Antes de Partir" e vislumbrem o quão importante é encontrar em vida um grande amigo.

terça-feira, 15 de março de 2016

Um pouco do que se vê na TV

Quem me conhece sabe que já fui muito de novelas...

Quando menino costumava assistir novelas junto a companhia de minha avó, momentos esses de muito aprendizado, conversas paralelas acrescentavam em minha vida as experiências expendidas por vovó e, doutro lado, as novelas daquela época eram muito melhores do que as de hoje, ao menos ao meu ver.

Há tempos em que não acompanho mais a televisão, novelas de agora trazem uma linguagem muito superficial, sem conteúdo e com cenas e coisas que só servem para ser descartável, de fato que o tempo das cousas são outros, tudo é muito rápido, não se pode perder tempo com o tempo para aprender nada.

Pois ontem algo me chamou a atenção, Velho Chico, é a nova novela das 9 da Globo. A história de Edmara Barbosa e Bruno Luperi começou bem, cheia de emoção e rememorou em minha caxola sobre o sentido em se aprender valores como respeito, amor, força, coragem, ideais... 

Sei que as vezes o que precisa ser belo é o olhar de quem vê e não necessariamente o que é visto, entretanto, alegra-me a esperança de que ainda existe uma preocupação em trazer à televisão conteúdos de verdade, que contem um pouco da boa história desse pais, mesmo que pareça piegas para alguns rememorar uma narrativa de época.